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Comunicação

Avida de um produto passa por várias fases desde a ideia à produção. Todas elas contribuem decisivamente para a sua implementação no mercado.

A forma como se comunica o produto é essencial. Bem feita, a comunicação poderá captar a atenção do consumidor e impactá-lo numa primeira fase de alcance e consideração que irá levar à conversão.

Este conteúdo informa, recolhe feedback e gera “engagement” com o produto, seja através de estratégias de marketing numa ótica generalista ou segmentado através dos novos canais digitais.

Contar uma história!

Como contar uma históriaO nosso produto é único e inovador? Saber explicar porquê e como é o “Era uma vez” desta história. Uma introdução assertiva e clara marca qualquer produto e a sua dinâmica perante o seu potencial público alvo, investidores e influenciadores.

A forma como apresentamos o produto interfere em todos os seguintes passos na sua emancipação a nível de marketing e storytelling. A vida desta ideia é assente nesta estrutura base que a fortalece e a torna apetecível.

Proposta Única de Valor

Simplificar é indispensável. No processo de criação de um produto e startup é essencial conseguirmos simplificar a ideia numa frase curta e concisa.

O sucesso de entendimento de uma ideia depende da capacidade de terceiros a comunicarem a outros. Para tal, ideias concisas e memoráveis têm muito maior probabilidade de serem eficazmente comunicadas do que ideias complexas e pouco organizadas.

Este paradigma é importante. As pessoas devem facilmente perceber porque é que este produto é inovador e único no mercado. Porque é que as suas características são distintivas e o valor do seu funcionamento. Se estes fundamentos forem comunicados de forma explícita estamos a fazer um bom trabalho na forma como contamos a história do nosso produto.

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Começar com o Porquê*?

De todos os possíveis aspectos do produto, o mais importante para convencer outros do seu mérito é o “porquê”. A resposta ao porquê explica a razão que nos motivou a querer desenvolver este produto. É essa motivação que devemos comunicar a outros para inspirá-los a seguirem a nossa ideia.

As pessoas compram um produto porque se querem identificar com uma marca, com um design e um conceito.

“As pessoas não compram o que tu fazes, compram o porquê de o fazeres” – Simon Sinek

Start with why*” é um conceito de liderança popularizado por Simon Sinek, que nos apresenta um modelo de inspiração.

Tomemos o exemplo da Apple. A sua comunicação começa a explicar o porquê. Vincam a diferença e desafiam o status quo. Criam produtos apelativos do visto de vista do design e excelente usabilidade e só no fim se referem ao produto em si, os computadores e smartphones. A informação é comunicada de forma inversa, o que nos prova que as pessoas cada vez mais compram determinado produto inspirados pela motivação que está na sua génese. É aí que começa a sua lealdade.

Começar com o porquê em vez de o quê faz com que a startup ou o empreendedor comunique diretamente com a parte do cérebro que controla o comportamento, segundo Simon Sinek.

*https://www.startwithwhy.com/

Personalidade Minimamente Viável

A linguagem corporativa de outrora faz cada vez menos sentido num mundo em que as redes sociais aproximam as marcas das pessoas. Neste meio, as startups comunicam ao mesmo nível que as pessoas  (aparecem ao mesmo nível no facebook feed, por exemplo). Uma comunicação programada, fria e sem storytelling perde eficácia. É pouco considerada entre vídeos de gatinhos e uma concorrência feroz em termos de branding.

Nas redes sociais os produtos vendem-se a ‘amigos’ e não a estranhos, como tal a relação deve ser muito mais autêntica e baseada na confiança. Como é que vamos mudar as vidas dos nossos clientes? O que é que representa? Com quem é que nos afiliamos e quem é que odiamos?

A personalidade da marca, produto, o porquê falado anteriormente, fazem realçar a marca nestes meios. O modo como comunica, a coerência na sua mensagem e a relação próxima com a sua comunidade determina a sua eficácia.

Ser interessante tem vindo a ter importância crescente em meios digitais e sociais influenciado por algoritmos que diminuem o alcance das comunicações. A nível orgânico a personalidade é extremamente relevante no êxito das comunicações de produto.

Como criar uma personalidade minimamente viável? Ninguém quer saber de um produto aborrecido. Quando as pessoas escolhem um produto privilegiam mais o lado interessante do mesmo, do que o seu marketing.

A lógica é esta, personalidade gera interesse, interesse gera atenção, atenção gera divulgação. Quando as pessoas estão atentas e falam sobre o nosso produto, estamos no caminho certo.

Think Different

Irreverência

Ideias banais não têm piada, não cativam. Comunicar a parte irreverente do produto é comunicar o seu lado apelativo, lustrar o seu lado mais atraente.

Fazemos parte de uma realidade em que existem demasiadas opções e o nosso tempo disponível é curto. Cada vez mais a nossa tendência é ignorar o comum.

Quando as ideias captam a nossa atenção, sejam más ou até estranhas, tendem a ter mais sucesso que as comuns e aborrecidas, defende o marketeer Seth Godin*.

É importante atrair, provocar interesse. A irreverência com que o produto pode ser o pop up que o faz saltar no meio da concorrência e da abundância de informação com que as pessoas são confrontadas a cada instante.

*https://www.ted.com/talks/seth_godin_on_sliced_bread

Social Media

As ideias não se espalham apenas porque são boas. Com as redes sociais assistimos à multiplicação, à partilha das ideias de forma mais imediata e segmentada.

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O social media aproximou, e de que maneira, as marcas e os produtos das pessoas. Estes interagem diretamente. O Facebook, o Twitter, o Instagram e o Snapchat, principalmente, assumiram-se como poderosas ferramentas para as marcas e produtos para chegarem a uma audiência personalizada.

Estas comunidades tornaram-se valiosas e com bastante relevância para o marketing, especialmente como desenvolvimento dos anúncios segmentados por interesse, hábitos e formação e orientados para audiências específicas, com determinadas características.

Promover uma campanha de Kickstarter no Facebook através de anúncios segmentados pode ser uma poderosa estratégia de comunicação. Criar conteúdo apelativo é a base desta estratégia.

Esta economia de publicidade tem assumido particular destaque no marketing das empresas, dos produtos e das ideias. O marketing digital é cada vez mais o caminho que facilita a comunicação com as audiências. Muitas vezes é através da experimentação nestes canais que nos permite conhecer mais aprofundadamente o nosso público alvo e as suas características.

Blogs e outros medias

Os blogs e os influenciadores constituem uma importante e válida ferramenta de comunicação. Como a própria semântica indica, estes influenciam a sua comunidade de seguidores com hábitos de consumo, interesses e ajudam a construir opiniões.

Comunicar um produto através de um influenciador é uma forma de marketing que incide sobre a influência que determinada personalidade tem sobre possíveis consumidores.

Estes influenciadores podem ser específicos em determinados segmentos. Podem ser genéricos ou industriais e destacam-se pelo conhecimento numa determinada área, como o social media, literatura, calçado, educação e tendências, entre outros.

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